segunda-feira, 25 de junho de 2012

No sábado que começou frenético, eu já estava com um olho aberto e o outro fechado as 6 da manhã, quando ele chegou no ônibus noturno e me enviou uma mensagem dizendo que estava bem, estava no Rio. Eu era ou estava ansiedade pura, não só pelo nosso reencontro, que é sempre novo, sempre o primeiro, e sempre de anos, mas porque faria minha primeira exposição oficial de toda o inventário de afetos que carrego comigo já faz um tempo. Umas coisas que já foram ruins, excessivamente dramáticas, engraçadas, estranhas e que hoje em dia, incrivelmente, consegui transformar em celebração. Os corpos de diferentes partes da cidade e diferentes tempos da história conjunta, vieram participar e encontrar um coração honestamente exposto em uma porção de papel e muito branco. Eu não relatei isso pra qualquer pessoa, mas chegar a um ponto onde todas as coisas importantes que senti, formam um emaranhado de matéria plástica, de beleza (porque sim, me orgulho dela) e fragilidade interessantes, como sua própria essência, é um alívio avassalador, como respirar depois de um loooongo mergulho composto de inúmeros questionamentos silenciosos, um bocado de raiva, uma descrença tamanha e um pouco de deixa a corrente me levar, afinal é tudo água, somos todos água também. Ou isso é maturidade bem vinda ou foi essa coisa de ser premiada com amor, que muda tudo rapaz, muda tudo.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Hoje eu só queria dançar Tim Maia o dia inteiro com você.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Eu sou muito daquelas que quando comete um erro, ouve com atenção mas tem vontade de se derramar em lágrimas naquele mesmo instante em que está sendo repreendida, e pensa em se entregar de bandeja como se o pequeno erro fosse reflexo de todas as capacidades, escolhas e invenções. Ai depois chega em casa se achando o cocô do cavalo do bandido, escreve tudo no blog, tem um momento depressivo pessoal e acorda com a cara inchada. Mas hoje eu errei a preposição e to cagando pra isso.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A melhor coisa a se fazer quando estamos apaixonados é discutir sobre planos quase impossíveis como alugar um trailer para cruzar os Estados Unidos sem ter dinheiro, tempo, ou carteira de motorista.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Existe uma coisa interessante no tempo mais escasso, algo mais saboreado, uma exaustão meio divina e uma preguiça muito bem vinda e nada castigada no final de cada dia, e assim, de cada semana.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Convido todos você para minha exposição individual que durará apenas um dia em um esquema mais intismista em um apto na Praça São Salvador, Rio de Janeiro, ao lado do Bar Brasil. Até lá!

sábado, 28 de abril de 2012

A minha atividade de sábado preferida: vagar pelos cômodos da casa, pensar pelo cômodos, começar uma atividade e continuar em outra, não fazer absolutamente nada e não ascender nenhuma das luzes. Observar a luz natural desmanchando sobre cada recorte. Existir por ali enquanto o escuro preenche a casa inteira. Continuar vagando, dessa vez tateando o já conhecido. Eu e a casa. Em silêncio.