quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Todo muito cuidado para não te pensar alto demais, porque vai que descobrem que meu projeto, a casa, o corpo, tudo ficou descompassado?

domingo, 25 de dezembro de 2011

Acabamos adiando a lista de coisas inusitadas, e dedicamos o nosso tempo ao olhar estagnado no outro e ao uso da linguagem imaginária. Tive mais sonhos em flash do que todos os meses anteriores; eu contava entusiasmada, ele ouvia atento. Nas reflexões do final do ano, te explico pra mim: a doçura em dezembro.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ontem eu disse pra ele que estava fazendo uma lista de coisas que poderíamos fazer juntos. Coisas inusitadas, eu disse. Como por exemplo, ver corujas a noite no cemitério ou subir bem alto em um prédio para conhecer um novo arranha-céu. Mas é só uma lista-diversão, eu disse. Porque me dei conta que tenho medo da metrópole a noite, e mais ainda, tenho medo de altura.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O bonito é que sua mão, a síntese do sonho, me trouxe uma possibilidade que não experimento há anos. E depois da mão, todas as existências escritas.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Quatro. Depois que anoitecia, eu não atravessava para o lado escuro da piscina. Achava que do ralo, sairiam camarões gigantes e assassinos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Três. Algumas vezes na infância, cortei minha franja escondida de minha mãe. Os restos de cabelo, escondi debaixo do sofá da sala de televisão.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Dois. Aos dez anos, eu resolvi que queria ser arquiteta. Passava muitas horas brincando de fazer plantas baixas do meu quarto dos sonhos (na casa dos sonhos).
Nele, eu teria um tobogã que sairia da parede que dava para os fundos da casa, e me levaria diretamente até a piscina.