terça-feira, 29 de maio de 2012
Eu sou muito daquelas que quando comete um erro, ouve com atenção mas tem vontade de se derramar em lágrimas naquele mesmo instante em que está sendo repreendida, e pensa em se entregar de bandeja como se o pequeno erro fosse reflexo de todas as capacidades, escolhas e invenções. Ai depois chega em casa se achando o cocô do cavalo do bandido, escreve tudo no blog, tem um momento depressivo pessoal e acorda com a cara inchada. Mas hoje eu errei a preposição e to cagando pra isso.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
A minha atividade de sábado preferida: vagar pelos cômodos da casa, pensar pelo cômodos, começar uma atividade e continuar em outra, não fazer absolutamente nada e não ascender nenhuma das luzes. Observar a luz natural desmanchando sobre cada recorte. Existir por ali enquanto o escuro preenche a casa inteira. Continuar vagando, dessa vez tateando o já conhecido. Eu e a casa. Em silêncio.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
Na minha caixa de email, ela toda ressentida questiona a ausência dele devido ao rompimento da amizade e o motivo (provavelmente inexistente) desse sumiço todo. Não sei explicar, até porque vivemos durante algum tempo em países diferentes e mesmo quando vivíamos aqui, ele andando no metrô sem encostar as mãos nos ferros de equilíbrio gordurosos, eu não conseguia desvendar quando ele gostava, quando não, era tudo a mesma coisa. Tento ser sucinta, argumentando que as relações são assim mesmo: mudam às vezes para melhor, às vezes para pior e lamentamos alguns percursos e ficamos guardados em casa se perguntando porque motivo idiota alguém deixou de nos falar algo, para sempre, algo. Depois penso que é mais que natural que ele fiquei do lado do melhor amigo e te odeie porque você mudou o seu corte de cabelo, porque na verdade, ele não te odeia por nada, mas ainda assim é o melhor amigo do outro. As pessoas escolhem lados por convenções simples, porque é mais fácil não ter que lidar, porque não terão de dar explicações justas aos melhores amigos, e sim, no mínimo, aos conhecidos. E assim, não o farão. Eu acho que só vale a pena tentar desvendar os motivos pelos quais as pessoas nos falam, e não porque o deixam de fazer. É mais doce, e mais divertido.
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