Me descasquei para o homeopata. Fui treinando mentalmente meu discurso no carro enquanto constatava como as coisas pareciam tão erradas naquele dia em que resolvi reuni-las em uma reclamação. Porque parece que as vezes espero por uma salvação vinda dele ou das substâncias que devem ou podem faltar em mim. Espero como espero tudo, em formato de grande evento, todo calculado e obviamente decepcionado.
Quando comecei a cuspir tudo o que eu achava errado, e isso era realmente tudo que consistia a minha vida atual dentro daquela reflexão, me senti como uma boa atriz com o texto decorado, impressionando a platéia: eu mesma.
O que acontece de mais interessante, é a nossa capacidade de simplesmente não acreditar em absolutamente nada em alguns dias que acordam, e todas as coisas anteriores terem cor esmaecida e por isso, também nada, nenhuma capacidade de refrescar a existência das possibilidades. As vidas externas não eliminam a dúvida e pensar nelas também não seria o provável interesse momentâneo. A energia é posta no não acreditar.
Mas de repente acordei suando, o sábado foi doce, as pessoas gentis, e me aconteceu de acreditar.
domingo, 2 de outubro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
Tenho certeza que me enganei até aqui. Reconheço sim, que sinto um amor que é silencioso, passivo e naturalmente confortável. Um amor bonito, mas parado no próprio tempo em que se construiu. A cada vez, depois de largos intervalos, voltamos a mesma espera onde eu só continuo desejando dizer, mas não dizendo. É tudo simples, nesse amor que não parece avançar. Não me lembro dele, porque nunca o esqueço. Se estabeleceu como amor extenso porquanto imóvel, nas brechas que se permitem sozinhas, essas que de vez em quando acontecem em mim. é isso, amor.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Depois da Dona Josefa e os benefícios da dança:
Ontem meus avós fizeram 60 anos de casados. Ele, sentadinho no sofá, fez um discurso sério típico de advogado, para entregar a ela o presente que minha mãe havia comprado. Ele se movimenta com dificuldades. Ela já não enxerga quase nada, mas se orgulha e diz toda prosa, que só com muito amor e muita dança a vida toda, é que se dura no tempo.
Ontem meus avós fizeram 60 anos de casados. Ele, sentadinho no sofá, fez um discurso sério típico de advogado, para entregar a ela o presente que minha mãe havia comprado. Ele se movimenta com dificuldades. Ela já não enxerga quase nada, mas se orgulha e diz toda prosa, que só com muito amor e muita dança a vida toda, é que se dura no tempo.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
A pior constatação que pude fazer nos últimos tempos, é que meu excesso de vontade de amar não conseguiu nunca evitar minha displicência em relação às pessoas importantes. Porém, essas eram até agora, da família e sempre pensei que bem ou mal, família tem um laço tão forte, que magoa mas passa por cima. E amizades talvez não. Estou agora recebendo pequenos tapas na cara, que mereço por certo, pela ausência e desafeto naturais que foram se impondo sobre a minha vida, e eu simplesmente não me movi para evitá-los. E houve brecha de tempo para resolver, eu que não fui, e não sei explicar porque.
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