sábado, 15 de outubro de 2011

Chega! Vou fazer um tratamento espiritual pesado, dar um chega pra lá nesse trabalho forte, para poder encará-lo de frente e interrogá-lo com as devidas perguntas.
Meu problema é com o amor, não com os homens.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Quando me irrito, acho que me corpo se torna vulnerável e um espirito odioso deve penetrá-lo. Não me reconheço e isso me causa medo. Mais um medo.

domingo, 2 de outubro de 2011

Me descasquei para o homeopata. Fui treinando mentalmente meu discurso no carro enquanto constatava como as coisas pareciam tão erradas naquele dia em que resolvi reuni-las em uma reclamação. Porque parece que as vezes espero por uma salvação vinda dele ou das substâncias que devem ou podem faltar em mim. Espero como espero tudo, em formato de grande evento, todo calculado e obviamente decepcionado.
Quando comecei a cuspir tudo o que eu achava errado, e isso era realmente tudo que consistia a minha vida atual dentro daquela reflexão, me senti como uma boa atriz com o texto decorado, impressionando a platéia: eu mesma.
O que acontece de mais interessante, é a nossa capacidade de simplesmente não acreditar em absolutamente nada em alguns dias que acordam, e todas as coisas anteriores terem cor esmaecida e por isso, também nada, nenhuma capacidade de refrescar a existência das possibilidades. As vidas externas não eliminam a dúvida e pensar nelas também não seria o provável interesse momentâneo. A energia é posta no não acreditar.
Mas de repente acordei suando, o sábado foi doce, as pessoas gentis, e me aconteceu de acreditar.

domingo, 18 de setembro de 2011

Minha avó me disse uma coisa bem engraçada hoje, mas já não me lembro o que é.
Então decidi só relatar que percebi que com os passar dos anos, meu avô foi ficando mais molinho, mais fraco, mais lento, e por isso seu abraço ficou mais macio.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Hoje, vestindo um sueter alemão, Dona Josefa disse que com a minha idade, ela subia até em árvore.

domingo, 4 de setembro de 2011

Tenho certeza que me enganei até aqui. Reconheço sim, que sinto um amor que é silencioso, passivo e naturalmente confortável. Um amor bonito, mas parado no próprio tempo em que se construiu. A cada vez, depois de largos intervalos, voltamos a mesma espera onde eu só continuo desejando dizer, mas não dizendo. É tudo simples, nesse amor que não parece avançar. Não me lembro dele, porque nunca o esqueço. Se estabeleceu como amor extenso porquanto imóvel, nas brechas que se permitem sozinhas, essas que de vez em quando acontecem em mim. é isso, amor.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Depois da Dona Josefa e os benefícios da dança:

Ontem meus avós fizeram 60 anos de casados. Ele, sentadinho no sofá, fez um discurso sério típico de advogado, para entregar a ela o presente que minha mãe havia comprado. Ele se movimenta com dificuldades. Ela já não enxerga quase nada, mas se orgulha e diz toda prosa, que só com muito amor e muita dança a vida toda, é que se dura no tempo.